Oftalmologia Pediátrica

Teste do Olhinho em Goiânia: Quando Fazer

Teste do olhinho é o exame do reflexo vermelho, obrigatório por lei em todos os recém-nascidos brasileiros, que rastreia doenças graves como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma antes mesmo de qualquer sintoma visível. É rápido, indolor e feito ainda na maternidade. Em Goiânia, a Dra. Kelly Fabian avalia crianças encaminhadas com teste alterado na Clínica Brasil.

O que é o teste do olhinho

Teste do olhinho é o nome popular do teste do reflexo vermelho, um exame de triagem que verifica se a luz atravessa livremente as estruturas transparentes do olho — córnea, cristalino e humor vítreo — até chegar à retina e refletir de volta, como acontece em fotografias com “olho vermelho”.

Quando esse reflexo vermelho aparece uniforme e simétrico nos dois olhos, é sinal de que o caminho da luz está livre. Quando aparece esbranquiçado, opaco, assimétrico ou ausente, é um alerta de que algo pode estar obstruindo essa via, exigindo avaliação mais detalhada.

Quando o teste do olhinho deve ser feito

No Brasil, a Lei nº 12.303/2010 torna obrigatória a realização do teste em:

  • Ainda na maternidade, dentro das primeiras 24 a 72 horas de vida, antes da alta hospitalar
  • Nas consultas de puericultura de rotina, repetido nos primeiros anos de vida, já que algumas alterações podem surgir depois do nascimento
  • Sempre que houver suspeita clínica, mesmo fora do calendário padrão, como reflexo esbranquiçado percebido em fotos ou estrabismo (olhos desalinhados) persistente

É importante que os pais verifiquem no cartão da criança se o teste foi realizado na maternidade e, em caso de dúvida, perguntem diretamente ao pediatra.

O que o teste pode detectar

  • Catarata congênita
  • Glaucoma congênito
  • Retinoblastoma (tumor ocular da infância)
  • Opacidades ou cicatrizes na córnea
  • Erros refrativos importantes e estrabismo, em alguns casos

Sinais de alerta para os pais

  • Reflexo esbranquiçado em vez de vermelho ao flash de fotos
  • Um olho parece “torto” ou desalinhado com frequência
  • Bebê não fixa o olhar em rostos ou objetos após alguns meses
  • Olhos com aspecto opaco ou embaçado

Como é feito

A técnica do exame

O exame é feito com um oftalmoscópio, aparelho que emite um feixe de luz direcionado aos olhos do bebê a uma distância de cerca de 30 a 40 centímetros:

  • Duração de segundos — é um exame extremamente rápido, geralmente feito ainda no berçário
  • Sem necessidade de colírio ou sedação — não é invasivo e não machuca o bebê
  • Avaliação da simetria — o examinador compara o reflexo dos dois olhos simultaneamente, buscando cor, brilho e uniformidade semelhantes
  • Teste de Bruckner — nome técnico da variação mais usada, útil também para rastrear estrabismo

Resultado alterado

O que fazer se o teste do olhinho vier alterado

Um resultado alterado não é um diagnóstico — é um encaminhamento. A partir dele, os próximos passos costumam ser:

Primeiro passo

Encaminhamento ao oftalmologista

A criança deve ser avaliada por um oftalmologista o quanto antes, para um exame ocular completo que identifique a causa exata da alteração encontrada na triagem.

Investigação

Exames complementares

Dependendo da suspeita, podem ser necessários exames de imagem ou avaliação sob sedação em bebês muito pequenos, para visualizar com detalhe as estruturas internas do olho.

Por que a urgência importa

Janela de tratamento

Em condições como catarata congênita e retinoblastoma, o diagnóstico precoce muda diretamente o prognóstico visual e, em alguns casos, a própria evolução da doença — por isso o encaminhamento não deve ser adiado.

Acompanhamento

Depois do teste do olhinho

  • Resultado normal: não elimina a necessidade de acompanhamento oftalmológico de rotina ao longo da infância, já que o teste é uma triagem, não um exame oftalmológico completo
  • Resultado alterado, já avaliado: o seguimento depende da causa identificada, podendo variar de consultas periódicas a tratamento específico
  • Repetição: costuma ser feita nas consultas pediátricas de rotina, já que o teste isolado ao nascimento não detecta alterações que aparecem depois

Por que avaliar o teste do olhinho alterado com a Dra. Kelly Fabian

Experiência em córnea e cristalino desde os primeiros meses de vida

Especialização em Córnea pelo Hospital do Monumento e Hospital Israelita Albert Einstein, relevante para investigar opacidades corneanas identificadas em recém-nascidos.

Atuação no setor de córnea do Hospital Vila São Cottolengo, com rotina de casos oculares complexos, incluindo alterações congênitas.

Atendimento em Goiânia, na Clínica Brasil, com agenda para encaminhamentos de teste do olhinho alterado.

Explicação clara aos pais sobre o significado do resultado alterado, sem alarmismo, com foco na investigação objetiva da causa.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o teste do olhinho

Sim. A Lei nº 12.303/2010 torna obrigatória a realização do teste do reflexo vermelho em todos os recém-nascidos nas maternidades e hospitais do Brasil, ainda nos primeiros dias de vida.

Não. É um exame rápido, indolor e não invasivo, feito com um aparelho chamado oftalmoscópio, que projeta uma luz nos olhos do bebê a uma curta distância.

Não necessariamente. Um resultado alterado é um sinal de alerta que indica a necessidade de avaliação oftalmológica mais detalhada, e não um diagnóstico fechado. Muitas causas de alteração são tratáveis quando identificadas cedo.

Não. É um exame de triagem, feito geralmente pelo pediatra ou neonatologista na maternidade, e serve para identificar quem precisa de avaliação oftalmológica completa — não substitui o acompanhamento oftalmológico da criança ao longo da infância.

O teste do reflexo vermelho costuma ser repetido nas consultas de puericultura de rotina durante os primeiros anos de vida, já que algumas alterações, como certos tipos de catarata ou tumores oculares, podem se desenvolver após o nascimento.

A Dra. Kelly Fabian realiza avaliação oftalmológica em crianças com teste do olhinho alterado na Clínica Brasil, em Goiânia, investigando a causa e definindo os próximos passos.

“É pequeno o exame, mas é grande a diferença entre descobrir cedo e descobrir tarde demais.”

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