Superfície Ocular

Olho Seco em Goiânia: Sintomas e Tratamento

Olho seco é uma doença crônica da superfície ocular em que a lágrima não é suficiente ou não tem a qualidade necessária para manter o olho lubrificado, causando ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos. É controlável na grande maioria dos casos, mas exige investigar a causa por trás do desequilíbrio da lágrima. Em Goiânia, a Dra. Kelly Fabian acompanha o tratamento das doenças da superfície ocular na Clínica Brasil.

O que é o olho seco

Olho seco, ou síndrome do olho seco, é uma doença multifatorial da superfície ocular caracterizada por instabilidade do filme lacrimal — a fina camada de lágrima que cobre e protege a superfície do olho. Isso pode acontecer tanto por produção insuficiente de lágrima quanto por evaporação excessiva, geralmente relacionada a disfunção das glândulas responsáveis pela camada oleosa da lágrima.

É uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologia, podendo variar de um desconforto leve e ocasional até um quadro crônico que interfere nas atividades do dia a dia.

Sintomas do olho seco

Os sintomas costumam piorar ao longo do dia e em ambientes secos, com ar-condicionado ou uso prolongado de telas. Você pode ter olho seco se notar:

  • Ardência ou sensação de areia nos olhos
  • Vermelhidão recorrente
  • Sensação de olho cansado, especialmente no fim do dia
  • Visão embaçada que melhora ao piscar
  • Lacrimejamento excessivo — de forma paradoxal, o olho seco pode causar lágrimas em excesso como resposta à irritação
  • Desconforto ao usar lentes de contato que não existia antes
  • Sensibilidade à luz

Causas

O olho seco pode ter origem em diferentes mecanismos, entre eles:

  • Disfunção das glândulas de meibômio (responsáveis pela camada oleosa da lágrima)
  • Alterações hormonais, como na menopausa
  • Doenças autoimunes, como Síndrome de Sjögren
  • Uso prolongado de telas, que reduz a frequência do piscar
  • Uso crônico de determinados colírios e medicamentos

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Sexo feminino, principalmente após a menopausa
  • Ambientes com ar-condicionado ou vento direto nos olhos
  • Uso prolongado de lentes de contato
  • Cirurgias oculares prévias, incluindo cirurgia refrativa

Diagnóstico

Como o olho seco é diagnosticado

O diagnóstico é clínico, com exames que avaliam a quantidade e a qualidade do filme lacrimal:

  • Teste de Schirmer — mede a quantidade de lágrima produzida em um período determinado
  • Tempo de ruptura do filme lacrimal (BUT) — avalia a estabilidade da lágrima na superfície do olho
  • Biomicroscopia com corante — identifica pequenas lesões na córnea causadas pelo ressecamento
  • Avaliação das glândulas de meibômio — investiga se há disfunção na produção da camada oleosa da lágrima

Tratamento

Como tratar o olho seco

O tratamento é individualizado, de acordo com a causa identificada e a gravidade do quadro:

Casos leves

Colírios lubrificantes

Repõem a lágrima artificialmente e aliviam os sintomas no dia a dia, sendo a primeira linha de tratamento em quadros mais leves.

Disfunção das glândulas

Higiene palpebral e compressas mornas

Ajudam a desobstruir as glândulas de meibômio e melhorar a qualidade da camada oleosa da lágrima, reduzindo a evaporação excessiva.

Casos moderados a graves

Anti-inflamatórios e outras condutas específicas

Quando há componente inflamatório importante ou causa de base como doença autoimune, podem ser necessários colírios anti-inflamatórios ou outras condutas complementares, definidas conforme a investigação de cada caso.

Acompanhamento

O que esperar do tratamento contínuo

  • Primeiras semanas: alívio progressivo dos sintomas com o uso regular do tratamento indicado, sem resultado imediato em todos os casos
  • Hábitos diários: pausas ao usar telas, hidratação adequada e proteção contra vento e ar-condicionado direto nos olhos ajudam a manter o controle
  • Acompanhamento periódico: reavaliações são importantes para ajustar o tratamento, já que o olho seco tende a ser uma condição de manejo contínuo

Por que tratar o olho seco com a Dra. Kelly Fabian

Investigação da causa, não só alívio dos sintomas

Especialização em Córnea pelo Hospital do Monumento e Hospital Israelita Albert Einstein, com atuação direta no tratamento das doenças da superfície ocular.

Atuação no setor de córnea do Hospital Vila São Cottolengo, com rotina de casos de olho seco associados a outras condições da córnea.

Atendimento em Goiânia, na Clínica Brasil, com investigação da causa antes de definir o tratamento.

Formação em Lentes de Contato pela PUCAMP, relevante para pacientes que têm olho seco e usam ou desejam usar lentes de contato.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre olho seco

Na maioria dos casos, o olho seco é uma condição crônica que se controla, mas não se cura de forma definitiva. Com o tratamento adequado, os sintomas podem ser reduzidos de forma significativa, permitindo boa qualidade de vida e conforto visual no dia a dia.

Sim. Ao olhar para telas, a frequência do piscar diminui bastante, o que reduz a renovação do filme lacrimal e piora os sintomas. Pausas regulares e o hábito consciente de piscar ajudam a reduzir esse efeito.

Em casos leves, colírios lubrificantes costumam trazer alívio importante. Em casos moderados a graves, porém, é necessário investigar a causa de base e associar outras condutas, já que o colírio isoladamente não trata a origem do problema.

Quando não tratado, o olho seco crônico pode causar inflamação da superfície ocular, pequenas lesões na córnea e, em casos mais avançados, comprometer a qualidade visual. Por isso a avaliação e o acompanhamento são importantes mesmo em casos aparentemente leves.

Sim, alterações hormonais da menopausa estão entre as causas mais comuns de olho seco em mulheres, já que os hormônios influenciam diretamente a produção e a qualidade da lágrima.

A Dra. Kelly Fabian atende casos de olho seco e outras doenças da superfície ocular na Clínica Brasil, em Goiânia, investigando a causa de base antes de definir o tratamento mais adequado para cada paciente.

“Olho seco não é só desconforto passageiro — é a superfície do olho pedindo atenção.”

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